| WRAYGUNN | “A editora nunca ganhou um euro connosco”

Ao vivo no Lux - 17 março 2012

Levam mais de 10 anos juntos e acabam de lançar o 4.º álbum. Sublinham o apoio da Valentim de Carvalho, que mantém a aposta mesmo sem grande retorno. Em entrevista exclusiva ao FrankMarques’blog, numa parceria com a MUDA Magazine (versão em vídeo na edição em DVD), Paulo Furtado e Selma Uamusse falam-nos do passado, do presente, do futuro e do “intermezzo” solicitado por Legendary Tigerman em 2009 para estar com… outras mulheres. Discute-se o estado da música em Portugal, as diferenças que existem em França, a pirataria. Fala-se até de filhos. E ficámos a saber que o guitarrista já bailou num concerto de Quim Barreiros. É uma longa conversa. Mas uma daquelas que vale a pena.

Excerto em vídeo

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Entrevista sobre “L’art brut”, o novo disco (publicada a 12 de março de 2012)
Reportagem do concerto no Lux (sábado, 17 de março de 2012)
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Página 2: O “beijo” francês
Página 3: A defesa da música
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“Soul city”, Wraygunn
(Tema de “Eclesiaste 1.11”, ao vivo no Hard Club, Porto, 24 de março de 2012)
Produção Imagem do Som

No intervalo dos Wraygunn, entre “Shangri-la” e o novo álbum, “L’art brut”, o Paulo teve o Tigerman. Mas os restantes elementos também desenvolveram outros projetos, certo?
SU
– Sim, claro. Eu, em particular, participei em dezenas de coisas. Outros elementos da banda não são apenas músicos, mas também tiveram períodos importantes nas suas carreiras profissionais. Ninguém ficou parado a olhar para o teto.
PF – Este disco nunca seria tão bom, e seria muito difícil reinventarmo-nos desta maneira, se não tivesse existido esta paragem. No final, por mais que tenha custado e por momentos difíceis que existiram, porque existiram, (o intervalo) foi muito benéfico para a banda.

Paulo Furtado à frente dos Wraygunn

Neste momento, Paulo, qual consideras o projeto principal, os Wraygunn, que começaram primeiro, ou o Tigerman, que conseguiu maior projeção?
PF
– Curiosamente, os dois surgiram ao mesmo tempo. Quase que diria que no mesmo dia. Mas, obviamente, neste momento o meu projeto é os Wraygunn. Vou fazendo, obviamente, algumas coisas internacionais ou alguns concertos específicos como Legendary Tigerman, mas estou totalmente focado em Wraygunn.

Pode dizer-se que há um ano, o principal era o Tigerman, agora são os Wraygunn como daqui a 2 anos, porventura, poderá voltar a ser o Tigerman?
PF
– Não vejo as coisas tanto assim. Nestes 5 anos que estivemos parados… na verdade, foram 3. Mas, nos últimos 2 anos, além das digressões internacionais como Legendary Tigerman, com 200 e tal concertos, fiz 3 bandas sonoras. Não é uma questão de ser mais importante um ou outro.

…Perguntava em termos do momento. Neste momento?
PF
– Ah, sim, sim… neste momento Wraygunn é mais visível. O que não quer dizer que não estejam a acontecer coisas (com Legendary Tigerman). Por exemplo, no Canadá o “Femina” ainda está a sair. No Japão também vai sair mais tarde. Ou seja, não quer isto dizer que noutro país não seja mais importante o Tigerman. Mas as coisas têm um modo de acontecer que tem resultado no passado e, para mim, a prioridade agora é Wraygunn e o que for marcado está marcado, aconteça o que acontecer a seguir.

Ainda mais uma questão paralela. Fala-se de uma banda sonora para um filme de Gus van Sant. É verdade?
(ar de surpresa e risos de Selma)
PF – Acho que isso foi um boato lançado. Já uma vez me fizeram essa pergunta – há 3 anos, acho. Mas é um boato. Pode ser que pegue (risos).

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Página 2: O “beijo” francês
Página 3: A defesa da música
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