l THEE EVILTONES l “Vamos levar-vos para o lado do mal”

Ingleses antevêm em exclusivo digressão lusa

Ingleses antevêm em exclusivo digressão lusa

Formaram-se em 2007, em Nottingham, onde estudavam e se conheceram. Mas somente quatro anos depois lançaram o primeiro longa duração: “In the shadow of the beast”. Até aí não estiveram parados. Nada disso. Fartaram-se de tocar e foram gravando temas a vulso, como o single de estreia: “Telekinetic” (2009). Durante uma digressão em Espanha, em 2011, surgiu-lhes a oportunidade de tocar em Portugal, país natal de um dos membros. Aproveitaram-na. Gostaram tanto que agora, em vésperas de lançarem o segundo álbum, “Beat macabre”, estão de volta e para fazer numa semana o que poucas bandas nacionais conseguem: passar dez dias quase seguidos a dar concertos. Quase porque só não atuam a 31 de março e o 1 de abril dedicaram-no a aparecer numa televisão (SIC Radical) e numa rádio (Antena 3). Ao FrankMarques’blog, os ingleses contam tudo e mais um queijo sobre este regresso aos palcos portugueses.

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Página 2: As rádios da tanga
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PodCasts com Thee Eviltones:
Planeta FrankMarques #81
Planeta FrankMarques #73
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FrankMarques – Definem-se como “Post modern Garage Rock”. O que é isso e no que é que esse aparente sub-género difere do clássico Garage Rock?
Thee Eviltones –
Nunca procurámos recriar o som do Garage dos anos 60. Fomos influenciados por ele da mesma forma que o fomos pelas bandas de Nova Iorque de meados dos anos 70, pelo Post-Punk, pelo Proto-Punk, pelo Rock de Detroit ou pelo Surf rock. A nossa opção pelo termo “Post Modern Garage Rock” procura lançar um novo estilo de som baseado no que veio a seguir tanto como no que já havia antes do Garage Rock.

“Thee Eviltones”, Thee Eviltones
(Videoclip retirado do àlbum “In the shadows of the beast”, 2011)

O Thee Eviltones nasceram em 2007, mas o primeiro álbum, “In the shadow of the beast”, surgiu apenas em novembro de 2011. O que fizeram mais nesses primeiros 4 anos?
Nesses 4 anos muitas coisas aconteceram. Lançámos o nosso single de estreia, “Telekinetic”, pela Dead by Mono Records. Depois andámos em digressão contínua pelo Reino Unido e fomos 5 vezes a Espanha, inclusive um concerto como cabeças de cartaz na Gruta 77, em Madrid. Também atuámos na Alemanha, no lendário Bassy Club, e andámos em digressão pela Suiça e também fomos a Portugal. Pelo caminho, partilhámos palcos com grandes bandas como os The Gories, os Oblivians, Kid Congo OPowers, os The Ghastly Ones, os Eighties Matchbox B-Line Disaster ou os Bambi Molesters – Esta lista não acabaria… Fizemos grandes amigos e passámos um bom bocado também. O que podíamos pedir mais?

Jim Vincible, o vocalista

Jim Vincible, o vocalista

Existe uma moda mais ou menos recente de acrescentar um segundo “e” ao artigo “The” antes do nome das bandas. Porque é o adotaram também e o que é que isso acrescentou ao vosso nome?
Bem, no nosso caso, não teve nada a ver com modas. Acrescentámos o “e” porque tivémos algumas alterações na formação e pensámos que seria justo reiniciar a nossa malvada máquina.

Os The Cramps são uma “presença” natural na vossa música. Que outras referências têm os Thee Eviltones?
Os Cramps são uma influência para nós da mesma forma que outras o são também. Pessoalmente não gostamos de nomear outras bandas. Todas as boas bandas de Rock’n’Roll ou de Punk Rock – sejam de que década forem – podem entrar na nossa caixa de referências. Os Thee Eviltones são um projeto de música rebelde, sem política ou religião associadas.

“Monkey tree”, Thee Eviltones
(videoclip retirado do álbum “In the shadow of the beast”, 2011)

Em que se inspiram para a vossa música, os filmes de terror de série B?
Não somos propriamente influenciados pelos filmes em si. Tudo aquilo de que falamos é baseado em experiências da vida real. As músicas, simplesmente, calham a encaixar nesse estilo. Mas se elas soam como um qualquer bom filme de série B, como o Frankenstein, então ótimo, vamos nessa!

Concertos confirmados

Concertos confirmados

A vossa primeira digressão por Portugal aconteceu em novembro de 2011. Regressam agora. O que vos atrai mais em Portugal?
Em 2011, andámos a tocar por Espanha e acabámos por dar quadro concertos em Portugal. Gostamos, acima de tudo, das pessoas. Gostam muito de Rock’n’Roll e nós também – o nosso guitarrista Madmanroll é português.

Desta vez, vão dar 8 concertos em Portugal e ainda uma presença na televisão (SIC Radical). Estão a preparar alguma “ementa” especial para esta “tour”?
Penso que não tenhamos nada de especial planeado para além de tocarmos bem alto e passarmos um bom bocado.

Vão usar uma “setlist” similar para todos os concertos ou as coisas vão evoluindo conforme os concertos e o público?
Vamos simplesmente tocar as nossas músicas. A “setlist” deverá incidir mais no novo álbum ao lado de algumas das músicas favoritas do público do “In the shadow of the beast”. Mas ainda não temos qualquer lista preparada para os concertos.

Dois anos depois do primeiro álbum, já podemos então esperar temas do segundo disco?
Sim. Gravámos o nosso novo álbum, que se vai chamar “Beat macabre” e vai ser lançado em breve. Por isso, mantenham abertos os vossos ouvidos e olhos.

AUTOPLAY

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