| The BOTS | “Amamos todos os tipos de música”

Mikaiah e Anaiah Lei

Mikaiah e Anaiah Lei

Formaram o projeto em 2007 e gravaram o primeiro disco quando tinham 12 e 15 anos. São de Los Angeles. Hoje têm 16 e 19 e já se podem orgulhar de terem partilhado palcos com nomes como os Blur ou os Yeah Yeah Yeahs. Este ano, vão atuar no primeiro dia do festival Primavera Sound de Barcelona, mas não vêm ao Porto. A fronteira portuguesa não está, contudo, fechada a esta dupla de Garage Rockers de Los Angeles. Eles têm o verão repleto de presenças confirmadas em festivais europeus e os cartazes nacionais ainda não estão encerrados. Para já, aqui fica a primeira entrevista exclusiva para Portugal dos irmãos Anaiah e Mikaiah Lei. Juntos eles formam os The Bots. Adoram Arcade Fire, sonham ser produzidos por Jack White, não usam setlist nos concertos e prometem ser um dos nomes fortes na próxima década no que ao Blues Rock diz respeito.

|| AUTOPLAY ativado do álbum de estreia dos The Bots
(Podes desliga-lo no rodapé desta página)
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Página 2: A noite com os Yeah Yeah Yeahs
Página 3: Os planos futuros
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FrankMarques – Como é que os The Bots começaram? No início não eram só vocês dois, o que aconteceu?

Anaiah e Mikaiah Lei em 2009

Anaiah e Mikaiah Lei em 2009

Anaiah Lei – A banda formou-se mais ou menos por volta de 2007. Foi praticamene o Mikaiah e alguns amigos que queriam começar uma banda na escola. E eu fui convidado pelo Mikaiah para tocar bateria. Não tinha grande escolha, mas era algo que eu também desejava! Depois quase todos abandonaram o projeto e ficámos só os dois.
Mikaiah Lei – Tudo começou, de facto, na escola com alguns amigos que se juntavam para tocar. Mais tarde, a malta “bazou” e fiquei apenas eu e o Anaiah. (Risos) Essa é a história. Nunca mais adicionámos ninguém. Sou apenas eu e o “puto” e eu gosto disto assim: descontraído (risos).

“Northern lights”, The Bots
(Single “Ladies & gentleman”, 2011)

Quantos anos tinham quando decidiram dedicar-se à música?
AL
– Eu nasci em 22 de novembro de 1996. Tenho 16 anos e parece-me que fazemos isto desde sempre. Tem sido grandioso para nós. Eu sempre quis fazer isto e por isso dedicámos-nos com grande otimismo.
ML – Eu nasci em junho 1993, mas prefiro manter o dia do meu aniversário secreto – não posso deixar o público saber disso. [Para a banda] tudo começou há 11 ou 12 anos atrás. É já muita coisa, tem sido uma vida de muito trabalho. É preciso estar nisto de coração.

Mikaiah Lei na digressão Warped 2010

Mikaiah Lei na digressão Warped 2010

Quando e onde foi o primeiro concerto em que tocaram juntos?
AL
– O primeiro concerto oficial foi provavelmente em 2007.
ML – Pelo que me lembro, foi há cerca de 7 anos, em Eagle Rock, numa pequena casa.

Nesse primeiro “gig”, quantas músicas originais tocaram?
AL
– Tocámos 3 músicas nossas, acho, e uma versão. Foi muito cru, segundo recordo.
ML – Só tocamos duas músicas e escrevemos as canções para aí uns três dias antes do concerto.

“War”, The Bots
(Ao vivo em Londres, Junho de 2012. Tema do álbum homónimo, 2011)

Fizeram uma versão de um tema dos Yeah Yeah Yeahs no primeiro disco (“Art star”). Quais são as vossas principais referências? No vosso site, o nome dos Arcade Fire é recorrente.
AL
– Temos um monte de referências. Amamos todos os tipos de música, por isso elas surgem de todo o lado. E não necessariamente apenas da música, mas também de outras diferentes formas de arte!
ML – Eu adoro bandas como os Micachu & the Shapes, os Dirty Projectors, Renaldo and the Loaf… Gosto do que o John Cage fez à música. Sou grande admirador dos Arcade Fire – É a minha banda favorita desde o secundário. Foi através deles que descobri os Micachu. Eu e o meu amigo Josh gostamos muito de Kings of Leon e Yeah Yeah Yeahs. Essa é a beleza da música: Não precisamos de a tocar para nos divertirmos com ela. Basta partilha-la com os amigos e com todas as pessoas. É sempre bom. Nunca me desligo da música. Adoro Feist, Norah Jones, The XX, The Kills, The White Stripes, Blood Orange, tUnE yArDs, Antony and the Johnsons, Late of the Pier, The Black Keys, Peter Bjorn and John, Sebastien Tellier, James Blake, Die Antwoord , Adam Green, Talking Heads… Bem, é melhor parar já. Eu adoro música. Apenas música.

O Crowd Surfing de Mikaiah na Vans Warped tour 2010

O Crowd Surfing de Mikaiah na Vans Warped tour 2010

O que vos disseram os vossos pais quando lhes disseram que queria formar uma banda?
AL
– Eles deram-nos um grande apoio e, de facto, até nos motivaram para lutarmos por isso. É ótimo ter os nosso próprios pais a apoiar algo desta forma.
ML – É verdade, eles foram um forte apoio.

Que tipo de música ou bandas é que os vossos pais ouviam ou ainda ouvem em casa? Foram de alguma forma uma influência para os The Bots?
AL
– Eles ouvem muito Reggae e Dub, Doo Wop, música dos anos 50 e 60. E, ao mesmo tempo, um monte de bandas de Rock e Punk Hardcore. E diria “sim, eles influenciaram-nos”. Sendo que aquilo é música e vendo essas pessoas a produzirem-na, nós queríamos fazer o mesmo.
ML – Os nosso pais são grandes fãs de Reggae (sorriso). Mas o meu pai sabe como fazer Rock e gosta dele suave. Temos o mesmo gosto musical. Eu só gosto de tocar música que me dê prazer ouvir. Eu amo música.

|| AUTOPLAY
“Seld titled album”, The Bots
(Álbum homónimo lançado em 2009)

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Página 2: A noite com os Yeah Yeah Yeahs
Página 3: Os planos futuros
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4 respostas a | The BOTS | “Amamos todos os tipos de música”

  1. Hugo Henriques diz:

    Grande som! Vou estar atento ao trabalho deste duo no futuro!

  2. José Graça diz:

    Grande Banda Frank…..vou mesmo estar atento a este duo,AFROPUNK.

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