| JACK OBLIVIAN | “O rock está para ficar”

Jack Oblivian apresenta "Rat city"

É um dos cabeças de cartaz da 11.ª edição do Barreiro Rocks, festival de Garage Rock, que anualmente traz a Portugal referências internacionais do mais puro rock ‘n’ roll. De apelido verdadeiro Yarber, Jack adotou o nome da emblemática banda que liderou nos anos 90 (‘). A 3 de Dezembro estreia-se em Portugal liderando um triunvirato de Memphis. É sobre esse concerto que ele fala em exclusivo ao FrankMarques’ Blog

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O novo álbum
A estreia em Portugal

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Mais informação sobre o Barreiro Rocks 2011:
O cartaz, as bandas [com vídeos]
Planeta FrankMarques especial [#32]
ENTREVISTAS exclusivas:
Harlan T. Bobo
Dex Romweber Duo
Pierced Arrows
Pierced Arrows – Toody responde a Eddie Vedder
Fabuloso Combo Espectro
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FrankMarques – Com que idade começou a fazer música?
Jack Oblivian – Recebi a minha primeira guitarra aos 11 anos, mas demorei um ano a perceber que tinha de aprender alguns acordes antes de poder fazer algo que se parecesse com música. Foi no Verão em que tinha 12 anos que fiz, de facto, um esforço para aprender. Tinha muito tempo para mim. Todos os meus amigos da altura iam nadar, andar de patins no novo parque de skates da cidade, que era um género de discoteca para miúdos nos finais dos anos 70. Eu não sabia nadar, tinha medo de águas profundas depois de, aos 3 anos, ter caído numa piscina e terem tido de me arrastar de lá para fora. Foi o meu primeiro momento embaraçoso de muitos que se seguiriam. Depois, vi o filme “Tubarão” quando tinha 7 anos e aquilo ainda me perturbou mais. Nunca consegui aprender a andar de patins. Parecia um desenho animado sobre rodas, por isso ficava em casa e aprendi todos os acordes do livro de estudo de guitarra de Mel Bay [n.: professor de música muito conhecido nos EUA]. Treinei os meus dedos para tocar os acordes sem ter de olhar para a pauta. E finamente aprendi a nadar aos 20 anos, mas sem meter cabeça debaixo de água. E eu sou Peixes [n.: signo].

– Precisou de lições para aprender a tocar ou bastaram a garagem e amigos?
– Tive lições durante cerca de um ano quando tinha 12 ou 13. O meu professor de guitarra era um miúdo que tocava em várias bandas pela cidade. Ele mostrou-me muitos dos “riffs” dos Thin Lizzy. Ele não era muito dado às bandas da invasão britânica dos 60’s, que era o que eu mais gostava na altura.

The Oblivians

– Esteve sempre ligado ao Rock’n’roll ou experimentou outros estilos? Que artistas seguia nos primeiros tempos?
– Mesmo no início, eram os Kiss. Tinha 10 anos no ponto mais alto da carreira deles, em 1977. Eu era mais interessado em banda desenhada antes de qualquer outra coisa e os Kiss eram como heróis da BD com guitarras e cromos nas pastilhas. Mais tarde, passei a gostar também dos Beatles. Comprei uma compilação de êxitos deles porque, acima de tudo, vinha como duas “8 track tapes” [n.: cartucheiras de oito músicas] num só pacote. Pensei que seria uma cena fixe ter esta dupla cassete para impressionar os meus amigos e talvez até gostasse de algumas das canções que o pacote trazia. É engraçado a forma como recordo estes episódios, mas não me consigo lembrar dos locais onde vou tocar esta noite.

– A música tem sido a sua profissão ou em algum momento necessitou de fazer algo mais para pagar as contas? Viu-se obrigado, por exemplo, a tocar em casamentos?
– Toquei em dois casamentos, sim, mas os noivos de ambos eram fãs. Eu não sou muito dado a casamentos se os envolvidos não me forem familiares. De resto, tive pequenas peças de música num documentário. Uma música que escrevi, chamada “Every little thing goes wrong”, faz parte de um filme que anda ainda a ser mostrado em festivais. O filme chama-se “Losers take all” e é sobre uma banda jovem que anda a tentar arranjar concertos. Passa-se em meados dos anos 80 e uma das estrelas do filme é o guitarrista principal, que, curiosamente, era o bebé no filme “Três homens e um bebé” [Billy Kay]. Agora, se vivo hoje apenas da música? Nos últimos dois anos, sim, mas não é uma vida à grande.

“Losers take all” (2011), filme que conta com um tema de Jack Oblivian

– Fundou os Oblivians no início dos anos 90, mas o projeto durou cerca de 5 anos. Teve outras bandas, mas acabou por adoptar mesmo o apelido Oblivian. Porquê?
– Quando recomecei a fazer digressões a meio da última década, fosse onde fosse e com que banda ou formação estivesse, os cartazes e os bilhetes colocavam-me como Jack Oblivian na maior parte dos espectáculos. E mais recentemente também porque eu não tenho um “line-up” fixo para banda e toda a gente com que toco também têm outros concertos, outras digressões e andam a gravar com as suas próprias bandas ou com outros artistas. O meu novo álbum, “Rat city”, por exemplo, tem 17 pessoas diferentes a tocar comigo. E algumas canções sou eu, até, que as faço sozinho.

Mass confusion”, Tema retirado do último álbum “Rat City”
(setembro, 2011, Goner Records)
[autoplay & download gratuito]

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