| SALTO | “O Super Rock caiu-nos do céu”

Luís e Guilherme em entrevista

Têm 21 e 22 anos, são da Maia e formalizaram o projeto em 2007 depois do convite para abrir um concerto dos Azeitonas. Não tinham nome ainda e, até então, apenas haviam dado alguns “concertinhos” para amigos. Fazem parte do catálogo da Amor Fúria, cantam em português e assim se vão manter apesar da infância de um deles passada nos Estados Unidos. Lançaram este ano o álbum de estreia homónimo, produzido por New Max, dos Expensive Soul. A 5 de julho, foram bafejados com a abertura do palco principal do Super Rock. É na Internet que descobrem muita da música nova que ouvem. Sonham colaborar com Miguel Atwood-Ferguson. E querem pôr toda a gente… a saltar.

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FOTOS: Fazem parte da coleção pessoal dos Salto e foram retiradas do Facebook oficial
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FrankMarques – Os salto nasceram em 2007 e acabam de lançar o primeiro álbum. Como descrevem a evolução do projeto até aqui?
Guilherme Tomé Ribeiro
– Bom, interessante, demorado. Começámos num concerto de fim de tournée dos Azeitonas. Fomos convidados para abrir. Éramos miúdos – mais do que agora. Tínhamos 17 anos – somos da geração de 90. Já éramos uma banda, mas ainda não tínhamos nome. Éramos o Guilherme e o Luís, e dávamos uns “concertinhos” para amigos. Os Azeitonas curtiram as músicas e acharam que era giro abrirmos o concerto deles. E nós: “Siga, vamo’ lá”. Um amigo nosso, o Paulo Rodrigo, ajudou-nos a escolher o nome: Salto. E temos vindo a evoluir para o que somos hoje. Só agora, ao fim de 5 anos, temos o primeiro disco editado. É engraçado porque já passámos por muita coisa, já fomos mais acústicos, hoje estamos 3 em palco.

“Deixar cair”, Salto
(Vídeo oficial do primeiro single do álbum de estreia, 2012)

Passaram a trio de forma efetiva?
GTR – Este novo elemento, o Tito (Romão), que é baterista, não esteve na produção do disco. Entrou apenas para a promoção, mas desde aí faz parte.

A expressão “salto”, do vosso nome, o que é representa?
Luís Montenegro
– Cumpre os objetivos de passar a palavra, de ser um termo curto e eficaz.
GTR – E depois é também o movimento que lhe está associado. Não temos de aparecer nas fotografias a saltar, chega a palavra. É visual e transmite uma ideia de movimento, o que é bom porque a nossa música também tem esse propósito de dança. O nome ajuda.

Concerto de rua em outubro de 2009

O que representa, neste momento, a música para vocês?
GTR
– É o nosso trabalho, o nosso dia-a-dia.
LM – É uma grande paixão, uma vocação. Vamos tendo oportunidade de tocar em sítios e fazer coisas que não tínhamos oportunidade.

Pode dizer-se, então, que tiram um ordenado da música?
LM
– Sim.

Já vos paga, por exemplo, uma casa?
GTR
– Ainda não. Mas já não falta muito.
LM – Se fosse preciso pagar casa, se calhar não saíamos tanto à noite (risos).
GTR – Não é estável, mas é engraçado. Estamos a começar, não podemos pedir muito mais.

E a escola, já acabou?
LM
– Já, já.
GTR – Acabou no ano passado. Coincidiu com a última fase de gravação do disco. Foi uma altura de muito trabalho. O nosso curso é de produção musical, na ESMAI, a Escola Superior de Música do Porto.

Tiraram o curso com equivalências pela experiencia adquirida?
GTR
– (Risos) não. Na ESMAI não davam.

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