| DEAD COMBO | “Somos uns tesos e nunca temos dinheiro”

Produção no Cais das Colunas, Lisboa, 2011

Apresentam-se anónimos em palco. Assumem-se “western fadistas”. Respondem apenas enquanto Cangalheiro e Gangster. Vestem-se a rigor e pintam de negro o som que libertam da guitarra e do contra-baixo. Sem dar voz. No mais recente disco, “Lisboa Mulata”, o duo lisboeta abriu a janela do quarto, deixou entrar alguma da cor africana que pinta a capital portuguesa e, perto do fim, decidiu juntar à festa Camané e Sérgio Godinho. Encontramo-nos com estas duas personagens no café A Vizinha, no bairro lisboeta da Bica, em Outubro. O Cangalheiro nunca largou a guitarra. E, entre várias confissões, eles contaram que foi num ilhéu de cascas de ostras, às 7h da manhã, entre o Barreiro e Lisboa, que fizeram a capa do novo álbum. Esta é a primeira entrevista realizada ao Gangster e ao Cangalheiro, dos Dead Combo. Houve alguma tensão à mesa d’A Vizinha.

——————–
Publicação cedida em primeira mão à MUDA Magazine, edição #08 (Nov/Dez 2011)
——————–

Página 2: O novo disco [com possibilidade de o ouvir na íntegtra]
Página 3: A inspiração [com download gratuito do disco “Bonus tracks”]
Página 4: A crise portuguesa

FrankMarques – Acabam de lançar o 4.º álbum em menos de 10 anos de carreira. Quando é que começou, de fato, a história do Cangalheiro e do Gangster?
Cangalheiro
– Em 2003.
Gangster – Sim, é aí o início dos Dead Combo.
Cangalheiro – Se não me engano, foi a 15 de Março de 2003.
Gangster – Foi aí o nosso primeiro concerto?
Cangalheiro – Não. Foi nesse dia que nos encontrámos no concerto do Howe Gelb.


Ao vivo em Bucareste
[Outubro de 2011]


Como te transformas-te no Cangalheiro?
Cangalheiro
– Isso teve a ver com o filme do Edgar Péra, o Sudwestern, em que eu fazia de cangalheiro. Ficou. Quando começámos a tocar era preciso outra personagem. Como ele vinha do jazz e era mais ligado à cena da noite, tornou-se o Gangster.

A cartola ainda se mantém

E os fatos?
Gangster
– Foram por causa disso tudo. Só o gajo da cartola já existia, por assim dizer.

Ainda manténs a mesma cartola?
Cangalheiro
– Sim. Por acaso, agora fizeram-nos uma nova, mas vai ser “spare” (tr.: de reserva) caso se perca a outra e fique agarrado.

Há alguma evolução que consigam identificar em ambos desde aquela noite de 2003?
– Gangster
– Estamos mais bem vestidos. Temos roupa mais cara (risos).

É essa uma das consequências dos concertos? Têm mais para investir em roupa?
Gangster
– Não. Ao princípio, o Cangalheiro tinha apenas uma cartola, umas camisas e umas calças de ganga…
Cangalheiro – Desde o “Lusitânia playboy” [3.º álbum dos Dead Combo, lançado em 2008] que mandámos fazer (novas roupas) e temo-las usado.

Página 2: O novo disco [com possibilidade de o ouvir na íntegtra]
Página 3: A inspiração [com download gratuito do disco “Bonus tracks”]
Página 4: A crise portuguesa

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s