| AMOR TERROR | “Já passámos em rádios norte-americanas”

Quarteto com raízes em Lisboa e no cartaxo

Quarteto com raízes em Lisboa e no cartaxo

Bruno, Daniel, Miguel e Ricardo têm entre 18 e 33 anos, são na maioria estudantes e começaram a ensaiar juntos em janeiro de 2011. Em março deste ano, lançaram o primeiro álbum: “Lista negra” – masterizado, imagine-se, na Suécia. Já conseguiram “rodar” em rádios estrangeiras e passaram num programa da estatal Antena…1. Agora esperam somar concertos e, apesar do “clima de medo que se vive em Portugal” e que não dá espaço aos novos músicos, desejam abusar do disco ao vivo antes de partirem para um segundo capítulo. Em entrevista ao FrankMarques’blog, os Amor Terror revelam-nos um pouco do que está para lá dos instrumentos deles e na base do primeiro disco.

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Página 2: Cantar em português em Portugal
Página 3: O estúdio sueco
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FrankMarques – Formaram-se em 2011 e em março de 2012 lançaram o primeiro álbum. Antes de falarmos do ponto C, como foi a vossa vida entre os pontos A e B?
Amor Terror
– Nenhum de nós tem presente o primeiro dia de Amor Terror. Começou ainda em Janeiro, disso temos a certeza. Foi tudo muito natural. Ao fim de dois ensaios já sabíamos o que queríamos fazer e de que forma. Ensaiamos e compusemos até ao final desse Inverno. Na Primavera já estávamos a gravar. Levámos o nosso tempo. Foram dois meses e tal até enviarmos as canções para mistura. Semana e meia depois recebemos o “master” e aí foi altura de nos sentarmos e pensar no que fazer. Surgiu, entretanto, o convite para fazer parte da Vox Trooper Tour [n.: evento promovido pela VOX Fotwear] e começámos a tocar ao vivo com maior regularidade. A digressão acaba quando lançamos a “Lista Negra” e o resto é história. Pode dizer-se que foi uma vida de muito trabalho, muito divertida.

“Isabel”, Amor Terror

A escola é a esta altura uma parte resolvida da vossa vida ou ainda faz parte da equação?
Temos 18, 20, 32 e 33 anos. A escola ainda é algo com que temos de contar, especialmente os dois membros mais novos.

Assumiram-se numa outra entrevista como uma banda bipolar e explicam por aí o nome Amor Terror. O que esperam levar as pessoas a sentir quando ouvirem este nome?
Esperamos que o memorizem. É um sound bite que nos resume enquanto pessoas e banda. Oxalá funcione.

Que relação existe entre o nome da banda e a música que fazem?
A tal bipolaridade. É o resumo de todos os nossos aspetos musicais. Em termos de estética e linguagem, das letras às dinâmicas, somos uma banda que toca mundos antagónicos. Por vezes ao mesmo tempo. Daí Amor Terror nos servir tão bem.

“Lista negra” é o título do primeiro álbum, que pode ser escutado em cima. De onde surgiu este título?
Estivemos meio encalhados com o nome. Como tudo o que é óbvio estava bem debaixo do nosso nariz. Apesar de acidental, tornou-se o conceito do álbum. Todas as canções são tomadas de posição sobre diversos aspetos. Muito provavelmente até está relacionado com o espaço temporal em que elas foram escritas. Claro que a canção com o mesmo nome ajudou a solidificar a ideia.

Quanto tempo demoraram a escrever as 9 músicas do disco?
À volta de 2 ou 3 meses. Se bem que três faixas já existiam antes de nos juntarmos e deixámos outras duas fora do disco.

Ricardo Rodrigues ao fundo, na bateria

Ricardo Rodrigues ao fundo, na bateria

Como se desenvolve o processo criativo? Há ajuda exterior?
É anárquico, caótico e permanente. Sem qualquer ajuda exterior à banda. As ideias em bruto, as bases melódico-harmónicas e as letras partem das mentes doentes do Daniel e do Miguel. Entre eles não existem regras. Às vezes um faz tudo sozinho, outras cada um faz uma parte. Vale tudo. Depois entra o trabalho com os restantes. Aí não há pressas e experimenta-se tudo o que conseguimos imaginar. Este moroso brainstorming é dos nossos momentos favoritos. Por uma canção de pé é uma sensação incrível.

Houve convidados neste primeiro disco. É uma estratégia para manter?
Foram as musicas que “pediram” os convidados. Não houve nada de estratégico. Foi consequência da amizade que já tínhamos e poder fazer alguma coisa com eles, e desta forma, foi um privilégio enorme. Quanto ao futuro ainda não sabemos se teremos mais participações especiais. Talvez.
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Página 3: O estúdio sueco
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