HAZE’EVOT | As ‘lobimulheres’ de Telavive na Europa

Hazeevot

As israelitas Haze’evot

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Tudo começou na primeira década deste novo milénio, numa Escola Secundária de Holon, em Israel. Foi aí que o quarteto fundador das Haze’evot se conheceu, começou a partilhar acordes e a escrever música original. Em 2012, gravaram o primeiro disco, um EP, “Adamot Yeveshot”, com produção do músico israelita Yeho Yaron e misturando inglês e hebraico. Em maio de 2015, surgiu mais um EP, este homónimo.

O grito da revolta feminina acentuou-se e este ano volta a fazer-se ouvir no centro da Europa.

Haze’evot pode ser traduzido por “mulheres-lobo” ou “lobimulheres”, mas surge também a referência a um termo utilizado para definir “lésbicas” em hebraico. As quatro revelam um som agressivo liderado por uma vocalista inconformada.

As letras das Haze’evot dão voz ao silêncio de muitas mulheres, relatam casos de abuso sexual, exploram a sexualidade e atacam as relações de poder baseadas no género masculino, e reclamam a ascensão feminina e direitos iguais.

Um dos temas do primeiro disco, com direito a videoclip, e que deu muito que falar foi “Back Home”, na qual é relatada a história de uma menina que é abusada pelo próprio pai quando todos já estão a dormir em casa.

Em 2016, o grupo estava programado para atuar na Universidade Bar-Ilan, em Ramat-Gan, uma das maiores instituições de Israel, mas foram proibidas de cantar porque era o Dia da Memória do Holocausto e o rabino que dirigia a universidade apenas lhes permitia tocar, não cantar.

A proibição de expressarem a sua arte levou a vocalista Yifat Balassiano a liderar um protesto contra a exclusão das mulheres.

O quarteto está este ano, pela segunda vez, de volta aos palcos do centro da Europa.

Depois de uma primeira experiência que as levou em 2016 à Áustria e a Alemanha, agora, já com uma nova baixista no elenco (Talia Ishai substituiu a fundadora Moran Lachmi em meados do ano passado), as Haze’evot aterram no fim de agosto, na Alemanha.

Já confirmados, as israelitas têm três concertos: a 31 de agosto, atuam em Offenbach am Main, perto de Frankfurt, na Alemanha; a 02 de setembro, atuam em Emmen, na Holanda; e a 07 de setembro, atuam em Lyon, França.

Este último concerto tem a particularidade de juntar no cartaz os portugueses Sunflowers.

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