| SUPER ROCK | Regresso a Lisboa 20 anos depois da estreia

O histórico bilhete de 1995

O histórico bilhete de 1995

HISTÓRIA

De dois para três dias. De 8 e 9 para 16, 17 e 18 do mesmo mês de julho. Do ocidente para o oriente “alfacinha”. Duas décadas depois da estreia e após cinco edições em Sesimbra, o primeiro festival urbano de Rock está de regresso à capital portuguesa. A primeira confirmação e primeiro cabeça do cartaz de 2015 é Florence & the Machine (encerra o festival a 18 de julho). Sem menosprezar a capacidade de dar um bom concerto da britânica que há quatro anos se estreou no nosso país na Aula Magna, a expetativa de se repetir a “magia” que se revelou ser a primeira edição do Super Rock está longe de ganhar força. Admitimos que cá por casa havia a esperança de que a organização poderia tentar reunir no novo cartaz os projetos que mais se destacaram em 1995. Os Morphine, claro está, seria impossível, mas o trio do malogrado Mark Sandman mereceria certamente um tributo especial. Os membros sobreviventes do grupo mereciam. Os portugueses também. Depois, há o regresso confirmado aos discos de originais e aos palcos dos Faith no More. Os Therapy? também voltaram à estrada e para celebrar, exatamente, os 20 anos de “Troublegum”, o álbum com que surpreenderam Lisboa em 1995. Os Young Gods continuam bem ativos, os Jesus & Mary Chain também voltaram a reunir-se este ano e os The Cure vão e vêm conforme a vontade de Robert Smith.

A “promo” da primeira edição

As novidades da 21.a edição
Foi apresentada esta quarta-feira, 2 de dezembro, a 21.a edição daquele aue foi, vai fazer 20 anos, o primeiro grande festival urbano de música Rock internacional. Depois de cinco edições controversas em ambiente campestre, não muito longe do Meco, o Super Rock está de volta a Lisboa, onde viveu os melhores momentos da sua existência. A começar pela já sublinhada primeira edição. Depois, a loucura que foi 2004 com o regresso dos Pixies a Lisboa (que não só esgotaram os bilhetes do respetivo dia como até a cerveja acabou num evento com nome de cerveja: Super Bock). E o fantástico cartaz de 2007, com os melhores nomes do mercado na altura (Metallica, Arcade Fire, Bloc Party, LCD Soundsystem, Underworld, Interpol, Scissor Sisters, TV on the Radio ou os Gossip).

Estas duas últimas edições decorreram já a oriente de Lisboa, no chamado Parque Tejo, ao lado do Parque das Nações. Em 2015, será exatamente o Parque das Nações, e em concreto o “coração” do que foi a EXPO’98, a receber o Super Rock. A isso não será alheia a entrada na administração do Pavilhão Atlântico (rebatizado MEO Arena por motivos comerciais) de Luís Montez, o líder da Música no Coração, a promotora do festival.

Mapa dos palcos de 2015

Mapa dos palcos de 2015

Com capacidade para 20 mil espetadores, o Atlântico será o principal palco desta 21.a primeira edição do Super Rock. Mas haverão mais três palcos. A Sala Tejo, espaço secundário dentro do próprio Atlântico, também vai receber concertos. Debaixo da pala do Pavilhão de Portugal haverá um terceiro palco e a rádio Antena 3 volta a ter também um espaço, este na Doca dos Olivais, por onde vão passar projetos nacionais escolhidos pelo canal jovem da rádio pública.

“O Super Rock vai ser no Parque das Nações. Vai voltar ao Tejo e fazer uma festa de aniversário que será inesquecível”, prometeu Luís Montez. O campismo deixa de ser opção, mas a abrangente rede de transportes que serve a zona – aeroporto incluído – será uma mais-valia inquestionável. A lotação do Super Rock, por ouro lado, é reduzida e fica limitada a 20 mil pessoas. Com a garantia de um cartaz apelativo, a organização perspetiva que em maio o Super Rock estará esgotado. Os bilhetes já estão à venda e os preços variam entre os 50 (ingresso diário) e os 95 euros (passe de três dias).

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Uma resposta a | SUPER ROCK | Regresso a Lisboa 20 anos depois da estreia

  1. Carlos Leite diz:

    Olá
    Trazer de volta o SBSR a Lisboa é uma excelente noticia ainda para mais no local que é.Espero somente 3 coisas para sair de lá contente (sim sou exigente pois além do preço do bilhete que acho uma exorbitância para a nossa realidade actual, sou “cliente” habitual daquele que eu considero como o melhor festival do país…Paredes de Coura.Para além disso já tive o privilégio de ver a maioria das lendas vivas do rock/metal/punk ainda em actividade.Sendo assim,surpreendam me) A 1ª terá sempre a ver com o cartaz.O SBSR sempre teve bandas de relevo no seu cartaz citando alguns que me recorde…David Bowie,Prodigy,Morphine,Paradise Lost Pixies ou Mike Scott e mais tarde bandas como Metallica, Maiden, Iggy Pop,The Cult,ZZ Top e Depeche Mode(estes no Porto) ou Duran Duran só para citar alguns.A meu ver o nível de cartaz vem decaindo de ano para ano e os grandes nomes tendem a não aparecer.Não retirando mérito às bandas acho que são cartazes “para encher chouriços”.Será da crise?Talvez. A 2ª questão para sair de lá contente tem a ver com os transportes,não para ir para o festival mas para vir para casa.É certo que irei,a par de milhares de pessoas,beber umas super bocks o que me faz com que não leve carro.Em edições anteriores do SBSR no Parque Tejo o transporte era um autêntico problema no caminho para casa,até para os festivaleiros que levavam carro…andava se mais depressa a pé em direção ao metro ou comboio.O problema é que ficava a quilómetros e depois de um concerto de Metallica por exemplo doi…quando finalmente chegávamos ao respectivo transporte..já não havia.Podem me dizer que quem corre por gosto não cansa mas…ando nestas andanças há mais de 20 anos e…não mata mas doi.Portanto a 2ª coisa que me deixaria contente após um bom concerto seria o garantir de transportes para os festivaleiros cansados.A 3ª e ultima será simplesmente….NÃO DEIXEM ACABAR A CERVEJA que a malta tem sede.
    Entendam as minhas palavras como uma critica construtiva como uma chamada de atenção para uma melhoria de condições do festival,(que apesar de tudo já me fez divertir e muito com grandes bandas) e nunca será meu intuito criticar de um modo depreciativo.

    Venham as bandas…venham os transportes….venha a cerveja…
    E Siga……
    Abraço

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