| BLACK KEYS & ARCTIC MONKEYS | Os concertos no Alive

CONSERVADOR

Black Keys em Lisboa (2012)

Black Keys em Lisboa (2012)

Terminou este sábado mais uma edição do festival Alive, em Lisboa. À distância de milhares de quilómetros, ainda esperámos que a RTP – estação oficial do evento – levasse mais longe a transmissão de alguns dos concertos que proporcionou aos portugueses que não tiveram “possibilidades” de marcar presença em Algés. Mas não. Seguimos a par e passo, de forma indireta, o que foi acontecendo em Algés. Fosse através de “correspondentes” no local, munidos de ligação permanente às redes sociais, fosse através das reportagens – na larga maioria bastante limitadas – dos meios de comunicação ali destacados e que pareceram mais interessados em citar as marcas comerciais presentes do que em nomear e discorrer umas palavras sobre as atuações. Sem muito para dizer, exceto o que está mais abaixo nesta página e que vale a pena espreitar nem que seja para contradizer, deixamos dois dos concertos completos disponíveis no Youtube dos vários que a RTP transmitiu. Com álbum novo ainda bem fresco e repleto de falsetes, os Black Keys – de regresso ao nosso país após a estreia tardia em 2012 (de onde vem a foto) – foram conservadores e apostaram numa “playlist” de êxitos de outros discos, tocando algo de “Turn Blue” apenas ao sexto tema. Curiosa ainda a forma como o público pediu o encore a Pat Carney e Dan Auerbach: entoando… White Stripes. Mais abaixo, ver também o concerto dos Arctic Monkeys

Ouvimos dizer que os Arctic Monkeys estiveram uns furos abaixo do habitual, mas o vídeo que aqui apresentamos revela uma banda igual a si própria olhando aos vários concertos que desde 2007 os “macacos do Ártico” têm dado no nosso país. Nada escutámos dos Interpol (o que pode ser revelador dado o que aqui escrevemos há uns dias). No derradeiro dia, os Libertines tiveram pouco público – o que não nos surpreende uma vez que nunca percebemos esta escolha para cabeça de cartaz. Dos menos conhecidos, destaque para os The Last Internationale, que neste regresso a Portugal arriscaram mesmo uma versão de Zeca Afonso durante um concerto que nos garantem foi muito bom – como aliás, já esperávamos. Só estranhou que demorassem tanto tempo a ser convidados para um palco destas dimensões. Os Bastille, no terceiro dia, colocaram em palco uma bandeira do Sporting (estamos à espera de saber porquê) e viram o final do concerto antecipado (revelação dos próprios).

Os portugueses Vicious 5 iniciaram sexta-feira o próprio funeral com uma enérgica atuação no primeiro de três concertos prometidos para este verão e que marcam o final da carreira concretizado… há quase cinco anos. Tal como testemunhámos em 2006 no Barreiro Rocks, o baterista pareceu ser dos elementos que mais deu nas vistas neste “extinto” projeto liderado por Quim Albergaria, agora mais dedicado aos PAUS. Sem termos estado no festival, não nos alongamos mais. Fica apenas esta última nota do enviado especial do New Musical Express sobre o derradeiro dia: “Os The War on Drugs apresentaram um triunfante alinhamento (de músicas). (…) O frenético espetáculo dos Drenge teve elementos da plateia a fazer ‘crowd-surf’ durante um concerto que, de forma bizarra, se realizou no palco de música de dança”. Os Drenge são assim um género de Nirvana dos tempos modernos, como podem verificar igualmente numa nossa publicação de há alguns dias.

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