| KILLING JOKE | Vocalista ressurge após um mês “refundido”

Jaz Coleman refugiou-se no deserto

A 31 de julho, a banda anunciou pelo Facebook oficial que Jaz Coleman estava desaparecido e incontatável. A digressão que estava prevista acontecer em setembro com os The Cult e os Mission ficou em risco de prosseguir sem os autores de “Love like blood”. O homem, contudo, esteve “escondido” no deserto, a trabalhar em projetos pessoais, e, segundo assumiu, nem sequer sabia da mini tour tri-partida, que, ainda pode ir em frente. Um espetáculo sinfónico sobre os Nirvana e uma autobiografia foi o que motivou a reclusão. A banda tem-se desdobrado em comunicados.


“European super state”, Killing Joke
(álbum “Absolute dissident”, 2010)
AUTOPLAY

Está desfeito o mistério: Jaz Coleman, vocalista dos Killing Joke (KJ), afinal não desapareceu sem deixar rasto. O músico esteve, sim, em retiro no deserto do Saara para poder trabalhar sem distrações em alguns projetos pessoais. Coleman nem sabia da digressão britânica que estava a ser alinhavada pelos The Cult, que incluía os KJ e os The Mission, para decorrer em setembro. Uma mensagem no Facebook oficial do grupo, tal como a 31 de julho havia dado a notícia do desaprecimento de Jaz, veio agora esclarecer toda a situação.

“Love like blood”, Killing Joke
(álbum “Night time”, 1985)

“Jaz Coleman, alive and kicking in the Western Sahara”, assim começava, esta segunda-feira a boa notícia na página social do grupo. O mesmo é dizer que o vocalista, dado como AWOL – “absent without leave”, isto é, desaparecido sem licença – no final de julho, está afinal bem vivo no oeste do deserto do Saara, em África. “Para alívio da família e amigos”, prossegue a missiva, “o líder dos Killing Joke, Jaz Coleman, apareceu hoje (segunda-feira) do seu retiro no Saara Oeste e está abismado por toda a confusão causada pela sua ausência.”

O próprio Jaz explica o que se passou: “Estive a acabar o meu livro (uma autobiografia) e a escrever a música para o meu novo projeto (The Nirvana Symphonic). Porquê a esta confusão?”

Segundo é relatado, ainda, no Facebook dos Killing Joke, “Coleman esteve a viver uma experiência nómada pelo deserto no último mês, concentrado em terminar os seus dois atuais projetos. Os Nirvana parece que vão tornar-se um programa de televisão e num espetáculo a realizar-se em Seattle em 2013. E o livro e um disco exclusivo de Coleman vão ser anexados e lançados em conjunto no início da próxima semana.”

Info presente no site dos mission

Um novo post, colocado esta terça-feira, deixa no ar a ideia de que a banda ainda vai tentar participar na digressão conjunta com os Cult e os Mission, prevista arrancar a 10 de setembro, na sala Apollo, em Manchester. No site oficial dos Mission ainda está o cartaz oficial da digressão com as 3 bandas e as 5 datas marcadas,cujas restantes escalas são em Newcastle, Sheffield, Birmingham e Londres, onde termina a 16 de setembro.

“Toda esta situação à volta da digressão deixou as pessoas com um mau travo na boca. Nós só podemos pedir desculpa a todos os que compraram bilhetes especificamente para nos ver. Estamos a trabalhar numa forma de vos compensar a todos, por isso mantenham os vossos bilhetes para as datas avançadas e nós vamos fazer tudo o que for possível para corrigir o que se passou”, prometeram esta terça-feira os Killing Joke.

E, a seguir, assumem “o caos” em que vive permanentemente o projeto como uma das justificações para o que se passou com Jaz Coleman. “Somos, no mínimo, imprevisíveis. Se percebem como nós funcionamos também vão compreender que os recentes avanços e recuos representam apenas mais um dia no escritório do caos. Dito isto, pessoas que investiram dinheiro para nos ver pelo qual trabalharam duro e agora serem privados disso é uma merda. Por isso, nós vamos corrigir as coisas”, reforçam os Killing Joke, no mais recente comunicado, que deixa, assim, em aberto a participação na digressão com as outras duas instituições do Rock dos anos 80. As datas continuam na agenda dos KJ no Facebook oficial.

“Follow the leaders”, Killing Joke
(álbum “What’s this for…!”, 1981 – gravado ao vivo em Filadélfia no mesmo ano)

Cancelado, porém, foi mesmo concerto que os Killing Joke tinham previsto dar a 8 de setembro nos estúdios Metropolis, em Londres, que serviria para ensaiar os espetáculos da digressão e ainda gravar a atuação para ser exibida num canal de televisão não revelado e lançar, eventualmente, em DVD. “Sabemos que vão haver muitas reclamações e desconfiança a reboque deste post, mas tudo o que podemos fazer informar-vos à medida que as cartas vãos endo colocadas na mesa. Somos o que somos e isso provavelmente explica porque não estamos ricos e famosos”, remata o comunicado do quarteto londrino.

Biografia
Os killing Joke formaram-se em 1978, em Notting Hill, Londres. Tornaram-se num dos projetos bandeira do movimento Rock Industrial do início dos anos 80 e influenciaram bandas como os Ministry, Nine Inch Nails, Tool ou Rammstein. O manifesto inicial do projeto saiu da mente do fundador Jaz Coleman: “Definir a beleza requintada da era atómica em termos de estilo, som e estrutura.”

Killing Joke estão quase a celebrar 35 anos

O primeiro disco dos KJ surgiu na forma de um EP ou, como na altura se chamava, um maxi-single ou mini-album. Intitulava-se “Turn to red” e foi editado em Outubro de 1979. Cerca de dois meses depois, novo EP: “Almost red”. O primeiro álbum, o homónimo “Kiling joke”, saiu em Agosto de 1980.

Daí para cá, os KJ somam 14 álbuns, o último lançado em abril deste ano: “MMXII”. Para além desses longa-duração de estúdio, o projeto de Notting Hill lançou também 7 discos gravados ao vivo, 14 compilações (algumas de remisturas), 5 EP e 31 singles. Para breve está prevista mais uma compilação de remisturas produzida pelo baixista/ produtor Martin “Youth” Glover.

“KJ in dub” era um sonho com quase um quarto de século, assume o grupo, e deverá estar disponível a meio da próxima semana. É um álbum triplo, com mais de 30 temas revistos com recurso à eletrónica.

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