| PRIMAVERA SOUND – Porto | O bom, o mau e o Rock

Anfiteatro natural para dois palcos

Arrancou quinta-feira, 7 de junho, ao final da tarde e acabou 3 dias depois, já madrugada de segunda-feira. A primeira edição portuense do festival catalão tem saldo positivo, mas nem tudo foi bom. Especialmente a nível de organização, ainda assim bem melhor do que na maioria dos eventos similares lusos. Salvou-se a música… apesar da chuva.

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Dia 2: sexta-feira, 8 de junho
Dia 3: sábado: 9 de junho
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Iniciámos a digressão rumo ao Porto ao final da manhã de quinta-feira. Para trás, o Barreiro despediu-se com sol em céu azul. O mesmo sol que nos recebeu na Invicta. Instalados num belo apartamento entre a rotunda da Boavista e o centro da cidade, o caminho para o Parque da Cidade fez-se invariavelmente de transportes. E a rede funciona bem. Pelo menos, funcionou à ida. No primeiro dia, depois de uma primeira longa fila para trocar os bilhetes pela pulseira e um cartão magnético que mais não servia do que para controlar entradas e… saídas.

FOTOGALERIA

Entrámos no recinto quando já se fazia ouvir Yann Tiersen, cuja atuação terá começado pelas 20h15 de quinta-feira. O francês apresentou uma sonoridade afastada da que lhe é habitualmente reconhecida, iosto é, da linha da banda sonora de “O fabuloso destino de Amélie”. Mais rockeiro, Yann Tiersen surpreendeu pela positiva, mas não o suficiente para vencer a curiosidade de conhecer o recinto e como estavam organizados os palcos, os bares, as casas de banho. Era momento de reconhecimento.

Yann Tiersen
Gravado por EclectismoM

O primeiro dia desenrolou-se apenas pelos dois palcos principais, colocados lado a lado e a funcionar de forma alternada como já há alguns anos havíamos visto no então urbano Super Rock. Depois de Yann Tiersen seguiram-se os The Drums. Pop-Rock de travo surfista, interessante a espaços, mas algo cansativo por tão poucas nuances no som. Motivo que ajudou a decidir ser hora de jantar. E primeiro confronto com as filas na zona de restauração, onde os preços, embora abaixo do que já tínhamos visto em Barcelona em 2007, estavam ligeiramente acima da capacidade atual do país anfitrião. Este é outro negócio dentro do negócio, mas já lá iremos mais à frente.

Nos palcos, seguem-se os Suede. O nome mais forte da primeira noite de Primavera Sound. Brett Anderson continua igual, mexido, de voz aguda. O público, maioritariamente estrangeiro gosta deste regresso e faz a banda sentir isso mesmo. Mas a Pop dos Suede é um som demasiado “anos 90”. Não evoluiu. Vimos os Suede ao vivo quando estavam no auge. Voltámos a vê-los agora e o reencontro ficou longe de igualar as memórias.

Suede
gravado por TheLondonStudios

Nos anfiteatros naturais, com palcos artificiais, eram mais emocionantes as pequenas guerrilhas que se criavam à volta dos voluntários que distribuíam um género de sacos que se transformavam em toalha de pique-nique do que propriamente a música nos palcos. Ainda assim, já para lá da meia noite, a entrada em cena dos Mercury Rev, chamados ao cartaz à última hora para substituir os Explosions in the Sky, centrou atenções. Foi o primeiro grande momento do Primavera Sound. Mas não tão forte, no impacto, como a ansiada atuação dos The Rapture. O Dance Rock dos nova-iorquinos, atuais residentes na editora DFA, é viral. E foi sem surpresa que acabou tudo a dançar diante do palco.

The Rapture
Gravado por HugoPereiraF

Para tentar fugir à enchente à saída, deixamos o recinto ainda com os Rapture em palco. Mas não fomos os únicos. No exterior, junto aos autocarros que fariam a ligação para o centro do Porto, uma fila com cerca de duas horas de espera só para adquirir o bilhete – um serviço que, curiosamente, em Barcelona nos havia sido gratuito há 5 anos. Enfim, regressámos mesmo de táxi.

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Dia 2: sexta-feira, 8 de junho
Dia 3: sábado: 9 de junho
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