| THE LAST INTERNATIONALE | Manifesto Blues-Rock

Edgey, Woddy (ao fundo) e Delila Paz

Acabam de colocar à venda em Portugal o segundo álbum, “Choose your killer”. E andam a mostra-lo ao vivo pelo nosso país. Para o 7.º concerto, escolheram o Espaço Reflexo, em Sintra, e conseguiram aquecer o coração da histórica vila. Até o Zé Castelo Branco passou para espreitar o som cativante de Delila, Edgey e Woody, trio que merecia um público bem mais disponível. Estamos certos que vão ter.

[Colaboração FrankMarques’blog/ MUDA Magazine]

Sábado à noite. Final de Janeiro. Noite fria no centro da vila história de Sintra. Escondido no 1.º andar de uma casa antiga da Avenida Heliodoro Salgado, o Espaço Reflexo recebia a visita dos The Last Internationale, projeto Blues-rock nova-iorquino fundado por um casal, Edgey e Delila, agora acompanhados por um baterista – Woody juntou-se já em Portugal e cumpriu em Sintra o “3.º ou 4.º concerto” com o grupo.

Edgey e Delila complementam-se

Estava marcado para as 22h, mas foi a conta-gotas que o público preencheu a pequena sala. E somente às 22h43, os The Last Internationale iniciam o 7.º concerto nesta primeira digressão portuguesa.

Uma primeira fase em registo Folk acústico, iniciada com temas do primeiro álbum, lançado em 2009. Vestidos de negro, os The Last Internationale cantam sobre amor, desamores, política, droga. É um manifesto de letras com pretensões ativistas. Algumas conseguem-no ser. É o caso de “Fuzzy little creatures”, do último álbum, “Choose your killer”, lançado em junho passado e agora disponibilizado nas lojas portuguesas. A voz de Delila Paz é sedutora. Nota-se a influência Folk, mas também, no decorrer do concerto, a inspiração e dinâmica Rock que a têm vindo a moldar.

Pelo meio do alinhamento, surgem algumas versões. Só o fato de ser Delila a dar voz, por exemplo, a “House of the rising son” já merecia destaque. Mas a guitarra do luso-descendente Edgey reforça o impato. O concerto anima, mas nem por isso a maioria das 60 pessoas presentes na quase lotada plateia deixa de estar sentada no chão. “Crawlin’ queen snake”, o cativante single de apresentação do último disco, arrancou alguns “yeahh”, mas foi só.

A voz de Delila lembra PJ Harvey

Delila e Edgey lançam mais um tema batendo com as botas no soalho. É o gesto que criou o movimento “Blues in boots”. Os The Last Internationale saiem de cena após 50 minutos em palco. Regressam, pouco depois, para um “encore” de 2 temas Blues. O último “emprestado” por Johnny Cash: “Folsom’s prison”. Foi pouco mais de 1 hora de concerto, que teve pelo meio, curiosamente, a fugaz e inesperada visita do socialite José Castelo Branco. Os The Last Internationale seguem viagem para outros palcos nacionais, em busca de públicos mais disponíveis para concertos de Rock e com o desejo de encontrar um estúdio em Portugal onde possam gravar o 3.º álbum.
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Entrevista (Jan 2012): “Nada deve ser estático”

Segunda entrevista (maio 2012): “Temos recebido uma quantidade ncrível de convites”

RODELAS DE PLÁSTICO: The Last Internationale “Choose your killer”
[com audio]

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2 respostas a | THE LAST INTERNATIONALE | Manifesto Blues-Rock

  1. Hugo Henriques diz:

    Gostei imenso das 2 músicas que colocaste nos PFM#42 e 43. A voz da vocalista também me soou imenso à Polly Jean, o que é meio caminho andado para gostar, eh eh eh. Fiquei com vontade de conhecer mais e melhor!

    Abraço!

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