Dead Kennedys recusam promover consumo de cerveja

Banda não se responsabiliza pelos bêbados

A holandesa Heineken lançou há algumas semanas uma campanha para promover a cerveja francesa Kronenbourg 1664 e elegeu a versão dos Nouvelle Vague de “Too drunk to fuck” como uma das músicas para a banda sonora. Os reguladores entenderam que o tema promovia o “beber até cair” e obrigaram à sua retirada. Os autores originais da música até colocaram os advogados ao barulho.

Os Dead Kennedys emitiram um comunicado, na sequência da utilização de uma música de que são autores originais e tem os direitos de exploração, e anunciaram que “nunca autorizaram a qualquer empresa o uso desta canção nem de qualquer outra para promover um produto de consumo neste ou em qualquer outro anúncio publicitário”. “Muito menos o consumo de álcool”, acrescenta o comunicado.

“Os Dead Kennedys negam peremptoriamente que tenham dado autorização para o uso desta canção. Os advogados da banda entraram em contacto com a Heineken por causa do uso indevido do tema”, lê-se na abertura do comunicado.

A música em causa é uma versão dos franceses Nouvelle Vague do êxito dos Dead Kennedys “Too drunk to fuck”, tema lançado apenas em formato single há precisamente 30 anos. O registo dos gauleses é apresentado com um ritmo mais lento e em registo Bossa Nova, o que os criativos da Heineken entenderam que poderia ajudar a passar uma mensagem mais descontraída do consumo de Kronnenbourg 1664. Os reguladores da indústria do álcool, o Portman Group, na sequência de uma queixa recebida, entenderam exactamente o efeito contrário no título e respectivo refrão do tema. E solicitaram à Heineken a retirada do tema dos Dead Kennedys, interpretado pelos Nouvelle Vague, da banda sonora da campanha.

A Heineken comprometeu-se ainda a ser mais exigente e estar mais atenta às músicas que irá escolher para futuras campanhas de promoção às suas cervejas.

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6 respostas a Dead Kennedys recusam promover consumo de cerveja

  1. guestavo diz:

    Escreve-se “Dead Kennedys”. Continuação do bom trabalho.

  2. José Gonçalves diz:

    Por acaso até faz mais sentido Dead Kennedy’s mas pronto.
    O que interessa é o conteúdo.

  3. José Aparício diz:

    Escreve-se “Too Drunk to Fuck”.
    Gosto muito de ler as suas resenhas.

    • Bem, este post era um sem número de erros. E com o original logo ali ao lado. Obrigado pelo vosso olhar de lince.
      Tenho de passar a dar mais uso aos óculos (se ao menos os encontrasse).

      Obrigado aos dois “correctores”. Mais houvesse nos erros que der (espero que sejam poucos).

      FrankMarques

  4. José Aparício diz:

    Escreve-se ” corretores”.
    Continuação.

    • Bem, José, por acaso aí não estás correcto. Escreve-se “corretor” se eu respeitar o novo acordo ortográfico da língua portuguesa com o qual não concordo. Como ainda não assumi esse novo acordo no blog, “correctores” está bem escrito. É um nome que provém da palavra correcção, do verbo corrigir, que é o que fizeram com os meus erros: “Dead Kennedy’s” e “Too drunk too fuck”. Vocês corrigiram-me.

      “Corretores”, como defendes, está relacionado com mediadores de negócios e geralmente é associado aos trabalhadores das Bolsas.

      A aplicação do novo acordo ortográfico da língua portuguesa é uma discussão que daria para muitas páginas.

      Abraço

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