Da Nigéria, com muito funk…

Compilação lançada a 10 de Maio

Chegou aqui à “redacção” uma amostra do terceiro volume da saga “Nigeria 70”, uma trilogia de compilações iniciada em 2001 pela Strut Records, editora especializada em história antiga da música de dança. Neste capítulo, são recuperados temas inéditos fora daquele país negro e o ritmo promete não deixar indiferente qualquer amante da aeróbica com ritmos sedutores não electrónicos.

“Nigeria 70: Sweet times” foi lançado no passado dia 10 de Maio. É o terceiro volume da aclamada série “Nigeria 70”, da famosa editora independente britânica Strut Records, que desde 1999, ano da fundação, tem ultrapassado diversos obstáculos para subsistir e continuar a divulgar alguns dos mais preciosos documentos sobre a história e evolução da música de dança. Este novo capítulo da história nigeriana foi compilado por Duncan Brooker e inclui ainda um extenso libreto da autoria de John Collins, autor do livro “West african Pop roots.”

Os “sweet times” da cidade de Lagos, dos anos 70, sucedem-se à “definitiva história” do funk local (o primeiro volume, editado em 2001) e ao “salto de Lagos” (o segundo, 2008), cujo subtítulo indicava “original heavyweight afrobeat & afro-funk”. O “afro-funk” volta a destacara-se no terceiro volume, assim como fusões das tradicionais guitarras “highlife” com jazz e funk, naquilo que se tornou numa nova abordagem ao rock e soul que se desenvolvia nos Estados Unidos de forma quase marginal desde os anos 50.

A amostra que nos chegou, e que justificou desde logo este artigo, é uma pérola dos The Don Isaac Ezekiel Combination (D.I.E.), um trio cujo nome resulta da articulação do nome de cada um dos membros: Don Kemoah, Issac lasugba e Ezekiel Hart. Os três fizeram parte dos Koola Lobitos, projecto formado no final dos anos 50 em Londres pelo famoso Fela Kuti, que misturava o jazz americano com rock psicadélico e o “highlife” da África Ocidental. Em “Nigeria 70: Sweet times”, os D.I.E. participam com “Irie”, termo que significa “abençoado” no dialecto Yoruba. A mensagem que é transmitida, segundo a explicação presente no disco, fala de amizade e promove o bem: “We shouldn’t fight or we we’ll end up in prison” (n.r.: “Não devemos lutar senão vamos acabar na prisão).

Para ouvires parte do disco e ter acesso legal e gratuito à amostra, clica aqui.

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