“Boa noite, nós somos os Stereofux”

Mantas, Luis e Cadete (por ordem de plano)

Sexta-feira repleta de eventos na noite lisboeta. No Lux, os X-Wife apresentavam o novo álbum; no MusicBox, os russos Messer Chups mostravam o seu “psycho rock ‘n’ roll” pela segunda vez no espaço de um ano; e, no Alquimista, havia uma lição de história sobre o Hard-Core com os Youth of Today. Ali bem perto da Casa dos Bicos, futuras instalações da Fundação José Saramago, os barreirenses Stereofux regressavam aos concertos com alguns dos temas que estão a “afinar” para o segundo disco. E foi este último evento, desta feita, que nos fez enfrentar a chuva “alfacinha” [com fotogaleria].

Os Stereofux regressaram sexta-feira aos concertos. Têm músicas novas para mostrar e escolheram Lisboa para iniciar a “exposição”. A rua dos Bacalhoeiros foi o ponto de encontro para o jantar. Logo ali ao lado, ficava a sala do espectáculo. Um segundo andar “sem fins lucrativos” dedicado às mais diversas manifestações culturais, que cobra 5 euros à entrada e tem imperial a um pintor e meio (que, nos tempos que correm, significa 1 euro e meio. Noutros eram 150 paus – cerca de metade ao câmbio actual). Do segundo andar, tínhamos, ainda, de descer para o primeiro piso, seguindo por uma escada diferente da que havíamos escalado à entrada.

A fotogaleria:

A banda barreirense, um quarteto cujo primeiro disco (“Until you come”, Ed. Estúdios King) de edição limitada está esgotado, iniciou o concerto pelas 23h25. Um pouco mais tarde do que a hora anunciada. Começou com uma introdução instrumental que serviu o propósito de chamar a atenção dos presentes. E a malta foi-se juntando no recôndito primeiro andar, onde o palco é demarcado pelos escassos focos de luz e só a bateria tem direito a um pouco elevado estrado.

Luis e Filipe (por ordem de plano)

A música dos Stereofux parte de influências indie-rock de finais dos anos 80, inícios de 90. Sonic Youth, Pavement, Pixies, Weezer e aquele que ficou conhecido como o som de Seattle são referências que se sentem, mas sem uma colagem demasiado óbvia. Pode falar-se, sem receio, em punk-rock. A voz, que começou demasiado rígida e acabou mais solta, requer trabalho. E isso significa maior experiência, de palco e em estúdio. O baixo teve algumas dificuldades para se fazer ouvir, mas esse foi mais um defeito da estrutura técnica da sala do que da banda. Algumas músicas, como “Freedom”, ainda requerem cábula. No geral, um bom concerto, a criar expectativa sobre a evolução do projecto, que conta com um novo baterista na formação.

Setlist do "bacalhau"

Logo depois do divertido “Varanda”, o 11.º tema da noite, “Goodbye” é a música que fecha, bem a propósito, o “set” principal dos Stereofux. O encore, exigido pelo público, é preenchido com duas repetições: o primeiro single a retirar do novo disco, “Black”; e “Billy’s song”. A ter atenção: “Black is what I am in the light” é um refrão que tem tudo para conquistar um coro extra na plateia. E assim foi sexta-feira.

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