Rocker prateado “atacou” no Barreiro

Este é o "one man show"

É de prata, tem barbicha, ruiva acrescente-se, movimenta-se de auto-caravana, passeou-se por Portugal e chegou finalmente à Margem Sul. Com os seus instrumentos reciclados. Rocco Recycle apresentou-se em concerto no Alburrica Bar, 24 horas depois de o ter feito em pleno Bairro Alto lisboeta. Actuou uma hora. De início, sala quase vazia. Acabou, sem surpresa, quase lotada. Com fotogaleria

Começou morno, com assistência reduzida. Percebeu-se que o início foi retardado à espera de mais público. A espera valeu a pena. Estava marcado para as 24h, foi “empurrado” para as 00h30. Por volta da uma da mannhã, Rocco desapareceu do bar, deslocou-se a “casa”, uma auto-caravana estacionada na rua ao lado do Alburrica Bar, local do concerto, e “equipou-se”. Vestiu o fato prateado, bem justinho, qual super-herói, e maquilhou-se. Tudo a fazer “pan-dan”!

“The silver man is here”. Não o disse, mas não teria ficado mal. Bem disposto, simpático, comunicativo, Rocco pegou no “lixo”, perdão, nos instrumentos com materiais reciclados e desatou a rockar. Qual “one man band”, este gajo é um “one man show”. Som limpo, não demasiado alto. Começou a cativar quem passava lá fora. A assistência foi aumentando. Justamente. Pode não ser um músico de excelência, mas é um rocker. E dos que dá gosto ver. E ouvir, já agora.

Fotogaleria
Música: Rocco Recycle “Too shy”

Rocco foi dando sequência ao alinhamento pensado para a estreia no Barreiro. Pensado, mas, aparentemente, não alinhavado. Não havia cábulas com o “set” à volta do músico. Pelo meio do “show” até deu, aliás, para improvisar e aceder ao pedido especial de uma menina que momentos antes tinha partilhado uma cerveja com o “verdadeiro artista”. Essa partilha mereceu ouvir “Superstition”, original de Stevie Wonder, de 1973.

A actuação do “homem de prata” durou uma hora. Fica-se com a sensação de ter sido curto. E há até quem diga que deve ter passado mais tempo a maquilhar-se do que a tocar. O que não é verdade. Mas já eram 2h30 da manhã e espera estavam os The Tramps, dupla de DJ’s lisboeta, ansiosa também por começar a trocar discos. De vinil, de plástico, sob as agullhas, sobre os lasers… “whatever”.

A noite estava ganha. Havia alguma expectativa para ver Rocco Recycle, alemão que se dedica a reciclar latas do lixo e canalizações abandonadas, transformando-as em instrumentos de rock. Confirmou-se o que se esperava. Anda já há algumas semanas a passear pelo nosso país, tem tocado um pouco por todo o lado. Este sábado estreou-se no Barreiro. Certamente irá voltar. E, da próxima vez, vai ter mais gente à espera, não será ele à espera de ninguém. E isto se ainda houver justiça no universo do rock.

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