Festival gótico Pray Silence cancelado

Cartaz repleto... festival cancelado

Anunciado há mais de seis meses, iria decorrer no final de Agosto no Passeio Marítimo de Algés. Mas, afinal, já não. Devido a alegada difamação, a organização comunicou recentemente o cancelamento do evento, que contava com cerca de 40 bandas no cartaz.

Do céu ao inferno. A comunidade gótica portuguesa encheu-se de “alegria” ao ver anunciado no ano passado a realização em Portugal do primeiro festival centrado nos estilos post-punk, industrial, new wave, synth e um novo estilo, para mim pelo menos, denominado batcave. Era para decorrer no final do próximo mês de Agosto, tinha cartaz peenchido, mas agora a organização cancelou o evento, alegando uma difamação coordenada. Esse suposto “ataque” terá retirado confiança ao potencial público para a compra de bilhetes, cujo valor se situava na órbita dos 100 euros para os três dias previstos de concertos.

“Praticamente desde o início sofremos uma tentativa coordenada de diminuir a confiança do público na concretização dos objectivos do festival. E às pessoas diziam que corriam riscos se comprassem bilhetes. Com a integridade do festival severamente comprometida, não podíamos ficar numa posição em que eventualmente não conseguíssemos pagar às bandas e profissionalmente não podíamos correr o risco de deixar os nossos fornecedores instalarem-se e os artistas viajar sem que nós lhes garantíssemos audiência”, lê-se, como justificação para o cancelamento, numa mensagem em inglês colocada em praysilencefestival.com, o site oficial do evento.

Alguns blogues vão mais longe na explicação do cancelamento, lançam suspeitas sobre o festival e, mais concretamente, sobre uma das pessoas por trás da organização. “Qual não seria a surpresa quando se descobriu que o (ir)responsável pelo evento era o Sr. Bruno Patatas, que rapidamente foi reconhecido devido aos seus elaborados esquemas de fraude cometidos no passado, retirando assim, oficialmente, toda e qualquer credibilidade que o festival não chegou a ter logo para começar”, é escrito, por exemplo, em “Posts de Pescada”, blogue da responsabilidade de alunos de Comunicação Social, da Escola Superior de Educação de Coimbra.

A verdade é que o primeiro grande festival anunciado para este ano, com cartaz revelado com a maior antecedência, acabou mesmo por não passar do papel. Falcatrua ou não, quem sai a perder é Portugal e a imagem dos festivais nacionais, na medida em que este era um evento com grande promoção internacional através da internet, nomeadamente em países de grande implementação do estilo gótico. É pena!

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