O amarelo que trama Paulo Sérgio

O Sporting fez uma pré-época em crescendo, mas está a entrar em contra-pé nos jogos a doer. Especialmente contra equipas de amarelo. Depois do desaire em Paços de Ferreira, nova derrota, agora em casa, com o Brondby, na primeira mão do playoff da Liga Europa (com video). O FC Porto confirmou o favoritismo e o Marítimo a inexperiência

Festa amarela em pleno Estádio de Alvalade

O Sporting fez o segundo jogo oficial contra uma equipa vestida de amarelo e somou a segunda derrota. É o primeiro desaire de sempre contra uma formação dinamarquesa. O treinador do Brondby, que ontem saiu de Alvalade com um triunfo por 2-0 e com a fase de grupos da Liga Europa no horizonte, revelou antes do jogo que tinha pedido os videos dos jogos do Sporting aos conterrâneos Nordsjaelland. Só não disse é que o video mais importante tinha sido o do jogo em Paços de Ferreira, onde os leões perderam sábado na primeira jornada da Liga portuguesa. Um jogo, o primeiro, contra uma equipa… amarela.
Mitchell van der Gaag, que também teve um desaire ontem na Bielorrussia ante o Bate Borisov (0-3), já estará a pedir ao presidente do Marítimo, Carlos Pereira, para que os insulares joguem domingo (18h00, Sport TV1) em Alvalade com um novo equipamento alternativo amarelo – curiosamente como o dos bielorrusos também. E com isso conseguir voltar aos triunfos.
Paulo Sérgio falou no final de dois golos sofridos de forma infantil. Teve razão. Falou também de muitos golos falhados. Teve razão. Mas não assumiu os erros de casting e as falhas na tentativa de corrigir. A perder, em casa, limitou-se a trocar um avançado por um avançado (Postiga por Yannick) e um médio ofensivo por outro médio ofensivo (Matías por Vukcevic), deixando o inconsequente Valdés em campo para lá do intervalo (até aos 75′).
A equipa pressionou pouco e sem grande arte. Permitiu demasiado espaço a uma equipa que nem é assim tão brilhante para conseguir trocar a bola como o chegou a fazer em Alvalade. O lance do primeiro golo é um exemplo. Paulo Sérgio e Maniche falam de uma ou duas faltas que deviam ter sido feitas antes do meio campo após um canto a favor. Mas a questão fulcral passa pelo muito espaço que Evaldo permitiu a Kristiansen numa zona de remate e que André Santos, atrasado no lance, também não corrigiu, antes acentuou. E o dinamarquês aproveitou para atirar em jeito beneficiando também da facilidade concedida por Rui Patrício, que se adiantou demasiado.

Resumo do jogo com comentários em… estrangêro

Na segunda parte, a reacção leonina fez-se sentir. E sim, é verdade, houve algum azar, mas também, como já acontecera na primeira parte, muita falta de pontaria. Os cruzamentos certeiros foram escassos e quase todos pelo lado direito porque Valdés poucas ou nenhuma vez conseguiu desequilibrar. Estranhou a saída de Matías e talvez por isso os assobios que se ouviram quando entrou Vukcevic, mas não por ter entrado o montenegrino.
O lance do segundo golo fez lembrar as limitações que Rui Patrício ainda tem. Mas mais uma vez também o muito espaço que Evaldo e André Santos permitiram a um dinamarquês para armar o remate e disparar. O guarda-redes defendeu para onde se ensina os iniciados a não o fazerem – para a frente – e Jallow, jogador natural da Gâmbia, marcou na recarga, com Daniel Carriço e Nuno André Coelho sem capacidade de reacção em tempo útil.
O pontapé de bicicleta de Liedson a um poste e o cabeceamento de Nuno André Coelho ao outro poste poderiam mudar a história do jogo. Mas a exibição do guarda-redes Andersen também não merecia ser beliscada.
O jogo terminou com o Sporting sem conseguir jogar e o Brondby a mostrar como se pressiona o adversário exactamente para não deixar jogar. Por três vezes os leões viram-se obrigados a atrasar a bola para Rui Patrício antes do derradeiro apito do árbitro, que, diga-se também, perdoou uma grande penalidade aos dinamarqueses por falta clara sobre João Pereira. Mas o lateral protestou tanto durante o jogo (chegou a ver um amarelo por protestar numa falta sofrida que até foi assinalada) que no lance na área nórdica o senhor do apito deve ter entendido como mais uma manha do português.

Na Bélgica, o FC Porto despachou o Genk com um claro 3-0. João Moutinho foi titular e no final voltou a reagir à polémica saí da de Alvalade. “O que ouvi sobre mim não é verdade! Sempre dei tudo pelo clube. Os meus colegas e os adeptos sabem disso. O que se passou naquela altura foi que no Sporting não me queriam e eu decidi ir para um clube onde podia ganhar. A personalidade das pessoas vê-se nas adversidades. Não gostei do que ouvi, mas cada um fica com o que diz. Doeu, mas tentei não pensar muito nisso e concentrei-me no trabalho aqui no FC Porto. Não irei jogar com raiva.”

Por fim, em Alvalade de novo, vai ser homenageado domingo o italiano De Franceschi, jogador que passou uma temporada em Alvalade (1999/2000) por empréstimo. Boa parte dela esteve lesionado. Fez algumas boas exibições, foi campeão, ajudou à conquista, mas no final o Sporting não acedeu a pagar os 600 mil contos (3 milhões de euros ao câmbio actual) que o Catania exigia. O italiano fez falta no ano seguinte, mas não voltou. Agora vai ser homenageado depois de ceder a imagem à campanha 2010/11 das gameboxes do Sporting. Enfim… Ainda vamos certamente ver o Sporting a homenagear também o Mpenza e o Spehar.

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