Foi uma despedida algo fria. A banda lusa formada em Londres há 5 anos apresentou-se de negro no Seixal e sentiu logo no arranque problemas técnicos com as cortinas do auditório local. Reagiu bem e deu um concerto emotivo para a despedida, mas pouco participado na plateia. Na primeira parte, estiveram os ainda “novatos” Ladrões do Tempo, que juntam, entre outros, Zé Pedro e Tó Trips.
\\ FOTOS: Sofia Ramos
A noite era dos Tiguana Bibles. O anúncio de este ser o último concerto da banda portuguesa só por si o determinava. Mas eles eram também, logo à partida, os cabeças de cartaz da segunda “noite Antena 3″, do programa de 2012 do “Março Jovem Seixal”. Era uma noite de Rock. E confirmou-se no palco. Não tanto na plateia, que não chegou à meia lotação e mais sofreu com a pouca vontade do público em levantar o rabinho das confortáveis cadeiras do Fórum do Seixal.
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Concerto Tiguana Bibles
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Apesar de contar nas fileiras com estrelas consagradas do Rock português como o são Zé Pedro (Xutos & Pontapés) e Tó Trips (Lulu Blind e Dead Combo), os Ladrões do Tempo foram a banda de abertura. Deram o segundo concerto da ainda curta carreira. É um projeto que se assume paralelo para alguns dos músicos que o compõem. O primeiro “gig” foi no início de março, na edição Porto do Mexefest. Com o símbolo do projeto ao fundo do palco, qual vela de um barco pirata, os Ladrões do Tempo arrancaram com o tema que dá nome à banda.
Três guitarras, um baixo e uma bateria resultam no som limpo e bem esgalhado deste conjunto de amigos, que entregou a Paulo Franco, dos Dapunksportif, a responsabilidade de colocar voz sobre a música. O tom descontraído e descomprometido dos Ladrões do Tempo é um dos pontos fortes do grupo. Ainda sem muito para mostrar e poucos ensaios, ao que se sabe, para cimentar as músicas que têm vindo a trabalhar, os “piratas” prepararam uma “setlist” de 6 temas. E no encore repetiriam uma delas, a mais conhecida, a que deu força ao projeto: “Mora na filosofia”, um original de Caetano Veloso, revisto em primeira mão para o álbum “Zé Pedro e amigos”, de 2011.
Foi bom rever Tó Trips fora do fato do Cangalheiro e a divertir-se enquanto “rockava” na guitarra, que, de vez em quando, encostava ao amplificador para sacar aqueles sons que o alter-ego dos Dead Combo não lhe permite. Zé Pedro é a estrela da companhia, mas não faz por ser mais do que um dos “ladrões”. Pedro Gonçalves trocou o fato aprumado do Gangster, a oura metade dos Dead Combo, por uma singela camisa escura desabotoada e também ele se divertiu em palco. A bateria de Samuel Palitos é um bom complemento.
As letras são, porventura, o calcanhar de aquiles da banda. Cantam em português, mas por vezes, como acontece com muitos projetos do novo Rock luso, os versos parecem demasiado forçados para caber no ritmo. O som no geral, resumimos, é cativante e tem tudo para fazer crescer estes Ladrões do Tempo tenham eles mais tempo para ensaiar. Meia hora foi a duração do concerto dos Ladrões do Tempo.
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os Ladrões do Tempo:
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